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Por Dirceu Mazoti

Da criação até o início do século XX


A Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri está completando 120 anos. Mas, antes de ser oficialmente uma Paróquia, a comunidade já existia. Como tudo isso começou?   

A família Lima, composta de oito irmãos, que conjuntamente deram início à povoação dessa região, era “extremamente católica e tendo como padroeira Nossa Senhora das Dores e aí já se estava formando uma pequena povoação, estabeleceram um nome dedicado à Santíssima Virgem “Arraial Dores do Tietê”, e aí construíram a primeira capela particular como era tradição...” (Mello, 1987:5).  A consolidação dessa consagração ocorreu com a doação de 30 alqueires de terras que João Leme da Rosa e sua esposa dona Maria Luiza de Jesus fizeram em 5 de julho de 1858, a “N.S. das Dôres, para patrimônio de sua Egreja, que se deverá erigir com a invocação de “N. S. das Dôres do Sapé”. (Martins, H., 1901, p. 23).  

Da chegada dos Limas (1821/1822 ou 1824 para João Baptista de Mello; 1830 para Himelino Silveira Martins e 1833 para Nelson Silveira Martins)  até 1858, a região  já contava com um razoável número de habitantes. Conforme ocupava-se a região, a fé de cada um era também manifestada. No começo, a vinda de um padre deveria ser muito difícil, mas encontros para se rezar, talvez o terço, certamente existia, unindo assim os moradores dispersos pelos campos. Nesse período provavelmente recebiam assistência espiritual da Igreja de Araraquara.

Em 29 de março de 1852 o vigário de Brotas informava ao Presidente da Província que na sua freguesia, além da Igreja ali existente, encontrava-se em fase de construção uma pequena capela no lugar denominado Jahu, à margem direita do Tietê. Uma vez concluída a Capela, foi marcado o “Dia da Assunção” para a celebração da primeira missa no Povoado. Isso aconteceu no dia 15 de agosto de 1853 e em 3 de maio de 1856 foi declarada Capela Curada. Isso significava que a Capela tornava-se independente e recebia um cura, ou seja, um vigário para o povoado. A partir da criação do curato de Nossa Senhora do Patrocínio do Jahú, os bairros mais próximos passaram a receber a sua assistência.  

Em 8 de abril de 1857, a Lei n. 576 estabeleceu os primeiros limites do “Sítio ou Bairro do Tietê” ou ainda “Arraial Dores do Tietê”, como aqui era conhecido. Por força dessa Lei, o Arraial foi separado do município de Araraquara e anexado ao curato do Jahu.  

A partir desta data, a assistência espiritual passou a ser feita pelo cura da capela Nossa Senhora do Patrocínio do Jahu. Assim, logo chegou a notícia de que aqui seria rezada a primeira missa em louvor a Nossa Senhora das Dores do Sapé do Jahu. Começaram-se os preparativos e o local escolhido para a celebração foi a casa onde residiu um dos primeiros posseiros, o falecido José Antonio de Lima e que na época era a residência do próprio doador João Leme da Rosa. Essa casa estava construída onde atualmente é a Rua Antonio de Queiroz, nas proximidades do rio formado pela confluência dos Córregos do Mineiro e dos Godinhos. Para João Baptista de Melo, a missa foi rezada no dia de Nossa Senhora das Dores do ano de 1859. O celebrante foi o padre Joaquim Feliciano de Amorim Sigar, cura da Capela Nossa Senhora do Patrocínio do Jahu, servindo como sacristão o cidadão José Carvalho de Oliveira, aqui residente.

Depois da doação feita por João Leme da Rosa e sua mulher e da primeira missa rezada em casa particular, o povo resolveu construir uma capela.  Difícil é saber se era a primeira capela ou uma nova capela. Himelindo Silveira Martins diz que “em seguida começaram erigindo a capella...” (Martins, H., 1902, p. 24)  e João Baptista de Melo afirma que “A capela particular que havia era muito pequena (...) Depois da doação feita por João Leme da Rosa e sua mulher, até a missa primeira, rezada em casa particular, é que o povo resolveu edificar  uma nova Capela, já muito maior que a existente...”.  (Mello, 1987:8).   

A construção da Igreja já estava previsto na própria doação: “Com tempo declaramos, que ninguém poderá fazer roças, plantar no Patrimônio, e nem tirar madeira de lei, sem que primeiro se faça a Igreja, ou se tire a madeira de lei necessária para a Igreja, e para uma casa que os povos deverão fazer para residência do padre capellão...” (Martins, H., 1902, p. 24).  

Quanto a data do início da construção da primeira Igreja também é marcada por controvérsias. Para Himelino Silveira Martins, depois de escrever sobre a primeira missa diz que “em seguida começaram erigindo a Capella, ainda hoje existente, trabalhando na construção os cidadãos: Joaquim Luiz Garcia, Francisco Alves de Figueiredo, Antonio Pedro de Queiroz e outros”. (Martins, H., 1902, p. 24).  João Baptista de Mello, embasado em informações de Antonio de Queiroz, diz que ela “teve início pelo ano de 1877, após a convocação de toda a população e organização da Comissão para a sua construção. Essa primeira Igreja foi terminada lá pelo ano de 1883” (Mello, 1987: 139).  José Omar Giacone afirma que “a inauguração da Capela de Nossa Senhora das Dores e a primeira missa foi no ano de 1883”.  (Giacone, 2002:5).

Por força da Lei Provincial n. 30 de 7 de maio de 1877,  a Capela Nossa Senhora das Dores do Sapé, município de Jahú, foi elevada à categoria de Freguesia. Essa lei garantia ao povoado do Sapé, seu primeiro passo em direção a autonomia administrativa. Como Freguesia seus habitantes poderiam contar, entre outros benefícios, com a capela-curada. Isso significava que a Capela tornava-se independente e recebia um cura, ou seja, um vigário para o povoado.  Conclui-se então,  que em 1877 a Igreja já estava pronta.

Nelson Silveira Martins diz que “na primeira eleição política, a 7 de setembro de 1866, na vila do Jahú, no “Sapé” foi ela realizada na pequena Capela de Nossa Senhora das Dores”. (Martins, N., 1940, p.  93  ).  A construção dessa Igreja, segundo o mesmo autor, foi concluída por volta de 1864. Era uma “construção única, original, de estilo confuso – estilo sapeense”. (Martins, N., 1940, p. 101).

Na Monografia sobre o Centenário da Paróquia  escreveu-se que “Por um croquis dessa capela, incluído na história de Nelson Silveira Martins, vemos que era feita de barro e coberta de sapé. A parte fronteiriça era de madeira. Nos lados, tinha duas portas e uma janela. Na frente, uma porta maior ao centro e outra menor no lado direito. No alto, três janelas”. (Monografia do Centenário, 1985, p. 10).    Mas João Baptista de Mello afirma que era uma “construção de tijolos, cobertura de telhas do tipo “comum” de canaletas, pisos e forros de madeira, iluminação composta de 8 lampiões do tipo “Belga” a querozene presos ao teto”. (Mello, 1987:140).

A Igreja tinha também os sino e a imagem de Nossa Senhora das Dores. Os sinos, segundo João Batista de Mello, comprados em São Paulo pela Comissão da construção foram “colocados em uma torre de madeira construída a uns 15 metros da frente da Igreja” e a imagem, doada por Francisco Gonçalves Pereira, veio de Piracicaba através do rio Tietê. (Mello, 1987:140)

A inauguração da primeira Igreja, constituiu-se num motivo de júbilo para todos. A primeira missa celebrada na nova Igreja foi presidida pelo Padre Jeremias José Nogueira, coadjutor da Paróquia de Jaú. Houve também uma procissão solene, contando com a presença dos oficiais da Guarda Nacional com seus vistosos uniformes.

A povoação de Nossa Senhora das Dores do Sapé, nascida do Sítio ou Bairro do Tietê, cresceu rapidamente.  Como já mencionamos, pela Lei Provincial n. 30 de 7 de maio de 1877,  a Capela passou a ser Freguesia e como conseqüência natural, tornou-se uma capela curada, isto é, independente.

Oito anos depois, através de um Decreto assinado no dia 16 de dezembro de 1885 por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo da Diocese de São Paulo, é criada a Paróquia Nossa Senhora das Dores, desmembrada da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú.   Diz o Decreto:
“Decreto instituindo canonicamente a freguezia das Dores do Sapé, no Jahú: D. Lino etc.  Aos que esta Nossa Provisão virem saúde e bençam em o Senhor. Fazemos saber que por Lei Provincial n. 30 de 7 de Maio de 1877 foi elevada a cathegoria de Freguesia a Capella de Nossa Senhora das Dores do Sapé, município de Jahú, deste Bispado de São Paulo: Havemos por bem, pela presente, attendendo ao que se nos representou confirma-la, como por esta Provisão com firmamos, Erigimos e canonicamente Instituímos a povoação d!aquella  Capélla em Parochia na forma do Sagrado Concílio Tridentino, pelo que concedemos a nova Freguezia de Nossa Senhora das Dores do Sapé, os previlégios, honras, insígnias e distinções que lhe pertencerem como Igreja Parochial que fica sendo d!ora em diante, vigorando pelo que diz repeito a estola as mesmas divisas marcadas pela referida Lei, a saber: = a começar na barra do Rio Jahú, no Rio Tiete, e pelo Jahú acima até a barra do ribeirão denominado = Prata, e pelo Prata acima até passar o sítio de José Prudente de Mello; d!ahi a rumo direito procurará a vertende do córrego denominado – Curralinho -, e pelo Curalinho abaixo até a sua barra no rio Jacarepupira, e por este abaixo até a sua barra no Tiete, e por este acima até a barra do Rio Jahu, onde começou a divisa = sera esta publicada a estação da  Missa Parochial de um dia festivo a fim de que chegue ao conhecimento de todos, bem como será registrada integralmente no Livro do Tombo da nova Matriz para a todo tempo constar. Dada e passada na Câmara Episcopal de São Paulo, sob o Nosso Signal e Sello das Nossas Armas  aos 16 de Dezembro de 1885.   Eu Ezechias Galvão de Fontoura, Secretario do Bispado a subscrevi. Estava a Rubrica de S. Exa. Rvmo. Sr. Bispo Diocesano”.

Diz Himelino Silveira Martins: “Ao Bariry, pertence a povoação do Livramento e o arraial da Bôa Vista. A primeira composta de terrenos doados em 6 de Agosto de 1883 e a segunda também de terrenos doados em 15 de Outubro de 1898 pelo sr. Major Joaquim Negrão e outros. (...)  A povoação do Livramento está em progresso (...).  O arraial da Boa Vista, serve de ponto aos viajantes de Ibitinga e Pedras. Tem em construcção a capella do “Glorioso Martyr S. Sebastião” filial á Igreja Matriz do Bariry”.  (Martins, H., 1902, p.)

Das origens até o final do século XIX, percebe-se que a Paróquia Nossa Senhora das Dores tornou-se uma instituição  consolidada.  Fazia parte de seu patrimônio, como já mencionamos, além das terras onde foi construída a Igreja em honra à Nossa Senhora das Dores,  outras duas áreas: uma, onde foi construída a Capela  Nossa Senhora do Livramento e a outra a Capela em honra ao “glorioso mártir São Sebastião”.  Assim, a Paróquia  era constituída pela Matriz Nossa Senhora das Dores e as Capelas Nossa Senhora do Livramento e São Sebastião.               

Criada em dezembro de 1885, já em 1886 a Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, contava com o seu primeiro vigário na pessoa do Padre Gabriel Lentini. Esse sacerdote, que deve ter sido o primeiro a residir na cidade, tomou posse no dia 1o. de janeiro de 1886, permanecendo aqui por apenas um ano. Com a sua saída, de dezembro de 1886 até o dia 28 de setembro de 1887, a Paróquia esteve anexada à de Nossa Senhora do Patrocínio do Jaú, vindo celebrar missa, de vez em quando, o vigário de Jaú, padre Antonio Pires Guerreiro, ou então o coadjutor, padre José Firmino dos Santos.                       

Substituindo o Padre Gabriel Lentini, assumiu as funções de vigário paroquial o Padre Vicente Monzilo, sendo considerado o segundo vigário da Paróquia. Permaneceu no cargo de 1887 até 22 de setembro de  1889. Novamente, de 22 de setembro de 1889 a 19 de abril de 1894, a Paróquia esteve anexada à Jaú. Vindo, de vem em quando, dava assistência  à Paróquia o padre Antonio Pires Guerreiro ou seu coadjutor, padre Antonio Baptista.

Em 19 de abril de 1891, Bariri teve o seu terceiro vigário. Era o padre Aurélio Voter (ou Aurélio Votta), que permaneceu aqui até 10 de setembro de 1892.   De 10 de setembro de 1892 a 3 de maio de 1893 a Paróquia esteve novamente anexada à de Nossa Senhora do Patrocínio do Jaú, contando com a assistência do padre Guerreiro.

Nos anos de 1892 e 1893 foi vigário paroquial em Bariri, o Padre Antonio Pires Guerreiro. Deve-se notar que, de 3 de maio de 1893 a 3 de julho de 1897, a Paróquia esteve anexada à Paróquia São João Batista de Bocaina.

Por três anos consecutivos, Bariri contou com um vigário substituto. Era o padre Mariano Cúria, que foi vigário da Paróquia São João Batista de Bocaina, de 1893 a 1914. Esse fato explica porque  a  Paróquia de Bariri foi anexada à de Bocaina.   

No ano de 1896 esteve à frente da Paróquia Nossa Senhora das Dores, o padre João Climaco Valladares e, ainda no mesmo ano, assumiu a Paróquia outro sacerdote, o Padre Nicolau Scurachio, que permaneceu como vigário de julho de 1897 até o mês de abril de 1898.

De  maio de 1898 até 14 de janeiro de 1899, a Paróquia esteve aos cuidados do Padre Paulo Martali (ou Paulo Mortalli), e no mesmo ano, assume a Paróquia o Padre Guilherme Paulino (ou Paulini), que permanece até o dia 4 de novembro de 1900.   

Da criação da Paróquia em 1885 até o final do século, foram praticamente 15 anos dedicados à sua organização. Contudo, percebe-se claramente a grande dificuldade quanto à estabilização dos vigários. Por isso, se somarmos os anos em que a Paróquia esteve anexada a outras, chega-se a quase 11 anos: quase 7 anos anexado à Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú  e outros 4 à Paróquia de São João Batista de Bocaina.  


Do século XX ao início do século XXI


Depois desses anos conturbados a Paróquia vai ter um vigário que permaneceu à frente dos trabalhos por um longo prazo: 12 anos. Foi o Padre Affonso Moschella, que tomou posse no dia 25 de dezembro de 1900.   “... De antigos habitantes da cidade ouvimos referências que o apontam como pessoa já idosa, mas reservada, muito apegada à colônia italiana, sendo ele próprio, italiano. Isso não implicava que descuidasse dos serviços paroquiais relacionado com toda a comunidade, tanto que, pelo tempo, muitas boas referências ouvimos a seu respeito” - (Monografia do Centenário, 1985,  p. 18).

Durante seu pastoreio, ocorreram, certamente, muitos fatos significativos. Todavia, o mais importante, foi, sem dúvida alguma, a construção da Igreja Matriz, inaugurada solenemente no dia 12 de dezembro de 1909.

Padre Affonso Moschela deixou a Paróquia em 1912.   Para ocupar o seu lugar foi nomeado o Padre Ramiro de Campos Meirelles, conforme provisão do Arcebispo-Bispo de São Carlos do Pinhal, D. José Marcondes Homem de Mello, datada de 29 de abril de 1912.                               

A Igreja Matriz era nova. Havia sido inaugurada solenemente no dia 12 de dezembro de 1909.  Continuavam, agora, outros trabalhos. Assim, no mês de dezembro de 1912 foi inaugurado o altar do Sagrado Coração de Jesus, adquirido pelas senhoras zeladoras e demais associadas do Apostolado da Oração, todos fervorosos devotos do Sagrado Coração de Jesus.  Essa devoção constituiu uma das práticas mais antigas da Paróquia.

Nesse mesmo ano de 1912 algumas realizações paroquiais merecem destaque, tais a celebração da Semana Santa, o mês de Maria, a Novena do Coração de Jesus, o mês do  Rosário, a Festa de S. José.

Padre Ramiro serviu a Paróquia Nossa Senhora das Dores por um curto período - apenas 1 ano:  “de maio de 1912 a abril de 1913, o padre Ramiro de Campos Meirelles; de abril de 1913 a julho do mesmo ano, novamente o padre Afonso Moschella”.  (Mello, 1985:143).

Em 14 de junho de 1913 era assinada por D.José Marcondes Homem de Mello, a Provisão nomeando o Padre Aurélio Fraissat como Pro-Vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri. E no dia 13 de julho de 1913 tomou posse na missa celebrada às nove horas, ocasião em que o Padre Affonso Moschella leu a provisão de nomeação assinada por D. José  Marcondes.

Conforme indicava a provisão, sua nomeação era apenas para um ano, e isso se nada fosse determinado em contrário. Essas condições foram estabelecidas porque o Vigário continuava sendo o Padre Ramiro, mas que por motivos de doença precisou ausentar-se da Paróquia.

Vimos que no dia 13 de julho de 1913 o Padre Aurélio Fraissat tomou posse na condição de Pro-Vigário, uma vez que o Padre Ramiro, embora ausente por motivo de doença, continuava como vigário paroquial. Contudo, no dia 7 de fevereiro de 1914, por provisão de D. José Marcondes Homem de Mello, Arcebispo Bispo de São Carlos do Pinhal, o Padre Aurélio torna-se o Vigário encomendado da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri.

Padre Aurélio era “francês, ou descendente de franceses, era um espírito alegre, apaixonado pela música, exímio flautista, gostava de passeios e piqueniques. Tivemos oportunidade de ver fotografias suas em piqueniques da comunidade, às margens do Tietê. Depois dos afazeres religiosos, que cumpria com dedicação, gostava de participar de serenatas,  (...).  Essas nossas fontes insistiram, porém, em afirmar que, apesar de sua alegre participação na vida social da comunidade, das suas serenatas, era elemento comedido, atento às suas funções pastorais e, pessoalmente, um particular amigo de cada paroquiano”.  (Monografia do Centenário, 1985, p. 19)

Diante da situação, como pastor zeloso que era, o padre Aurélio providenciou a realização de uma evangelização na Paróquia. Assim, no mês de maio de 1916, mês de Maria, foi realizada “A Santa Missão”. Conforme noticiou o jornal “Cidade de Bariry”, edição de 11 de junho, no dia 19 de maio chegaram em Bariri dois   missionários redentoristas:  Padre Estevam Maria e Padre Martinho.

Permaneceram na cidade por mais de quinze dias. Trabalharam intensamente, sempre com a participação do pároco, padre Aurélio. Foram realizadas procissões, como a de Santa Luzia, a do Santíssimo Sacramento, a de Nossa Senhora  Aparecida, todas suntuosamente organizadas. A procissão de Santa Luzia saiu da chácara do senhor Osório Messias de Almeida.  A procissão de Nossa Senhora Aparecida, que foi a última, terminou com a benção papal dentro da Igreja e depois  a benção ao povo na porta da Igreja.       

Durante a estadia dos missionários na Paróquia, ou seja, na segunda quinzena do mês de Maio de 1916, foram fundadas duas instituições católicas em Bariri: a Conferência de São Vicente de Paulo e a Pia União das Filhas de Maria. Essas iniciativas, segundo o jornal, devem muito à ação dos padres redentoristas Estevam Maria e Martinho.                                

O Padre Aurélio Fraissat permaneceu à frente dos trabalhos da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri,  de 13 de julho de 1913 a dezembro de 1921, sendo substituído pelo Padre José Loielo Bianchi, que tomou posse em  dezembro de 1921 e permaneceu no cargo até abril do ano de  1924.  (Cf. Jornal “A Cidade de Bariry”, edição de 12.06.1938).

Fato significativo desse período foi a visita pastoral realizada em 1923, por D. José Marcondes Homem de Mello, Arcebispo-Bispo de São Carlos do Pinhal. O povo soube dirigir-se para a Igreja, ouvir a palavra de Deus e receber os Sacramentos. Afirmou o Senhor Bispo que “Em todas as manhãs, quando celebrávamos a Santa Missa tivemos a grande satisfação de ministrar a sagrada comunhão a grande multidão de fieis”.  Nessa visita, foram administrados o Sacramento da Confirmação para 3.150 fiéis.

Transferido de Mineiros do Tiete, tomou posse como vigário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Bariri, no dia 2 de maio de 1924, primeira sexta-feira do mês, o Revmo. Padre Francisco Serra, substituindo o Padre José Loyelo Bianchi, que no mesmo dia retirou-se para a cidade de Olympia. Padre Serra permaneceu como vigário de Bariri até o dia 27 de julho de 1936, quando foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, da cidade de Jaú.

Nos seus doze anos de pároco, deu grande impulso à vida religiosa de Bariri.  Nessa mesma época, valorizava-se muito o catecismo para as crianças. Conforme consta das Provisões de nomeações de Vigários, era dever dos padres o ensino do catecismo, e nos domingos e dias santificados, a explicação do evangelho do dia ou outro ponto da doutrina cristã.

Ainda em termos pastorais destaca-se as “Santas Missões” que foram realizadas no ano de 1926.  Convidados pelo padre Francisco Serra, dois missionários redentoristas, padres Geraldo Pires e Otto Maria, chegaram em Bariri no dia 20 de outubro e permaneceram evangelizando até o dia 5 de dezembro. Segundo o vigário paroquial, o resultado foi muito bom. Comungaram quase 2.000 pessoas, dentre as quais 300 eram homens. Houve, ainda, 17 casamentos de pessoas que estavam unidas apenas no civil.  

Um problema que o Padre Serra teve que resolver era sobre a   Igreja Matriz. Segundo o padre Fraissat que foi vigário paroquial de 1917 a 1921 a Igreja tinha uma ótima impressão, mas a sacristia e a capela-mor eram excessivamente pequenas.

Para solucionar as deficiências da nova Matriz, o Padre Francisco Serra realizou a reforma da Capela-Mor. No dia 15 de junho de 1925, assinou contrato com o senhor Francisco Rota para realizar os trabalhos e  no dia 17 de março de 1926 já recebeu a obra executada. A seguir, o referido construtor começou a reforma do corpo da Igreja, levantando do lado do Evangelho uma Capela dedicada a Nossa Senhora de Lourdes”.

Nos doze anos que esteve à frente dos trabalhos paroquiais, Padre Francisco Serra construiu, com seu trabalho, uma grande obra.  Dentre as novas associações que surgiram durante seu pastoreio, merece destaque a Congregação Mariana, tanto dos Maiores como dos Menores que muito se fez pelos jovens baririenses.  Usando uma  fita azul nas Missas e Procissões e um  distintivo nas lapelas,  os jovens  se identificavam, assumindo assim a opção realizada, transformando-se em  pregadores da fé cristã.  

Padre Serra foi também o construtor da Casa Paroquial, prédio onde atualmente está instalado o Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri. Criou ainda a “Escola Paroquial”, confiando sua direção ao Prof. Amador de Arruda Mendes, que, em períodos diurnos e noturnos, preparava estudantes para exames de admissão ao antigo Ginásio.

Um trabalho muito delicado e difícil que realizou, foi a regularização da situação dos terrenos da “Fábrica Paroquial”. Para que isso acontecesse, em algumas situações foram necessárias mover ações judiciais; em outras, o acerto foi feito com escrituras públicas. Esse trabalho foi um processo lento e que demoraria  vários anos.

Nos doze anos que dirigiu a Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, Padre Serra destacou-se, conquistando a admiração de todos.  No dia 27 de julho de 1936 foi designado por D. Gastão Liberal Pinto – Bispo Coadjutor da Diocese de São Carlos do Pinhal, para dirigir a Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, da vizinha cidade de Jaú.

Por provisão de 27 de julho de 1936, D. Gastão Liberal Pinto nomeou o Padre Antonio Marques Moreira para substituir o Padre Serra.  Procedente de Itapuí, tomou posse como Vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, no dia 29 de julho de 1936.  “Com a retirada do Padre Serra, assumiria a Paróquia a figura veneranda do Padre Antonio Marques Moreira, sacerdote de imensa bondade,m que cativava a todos por seu grande coração. Português de nascimento, era da cidade de Leiria. Vindo para o Brasil, em nossa Diocese fora Vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Matão, de 1931 a 1932; de 1933 a 1936, fora Vigário de Itapuí. Em 1936, veio para Bariri, onde permaneceria até 1941”.  (Monografia do Centenário, 1985, p. 21).

Logo no início de seu ministério pastoral, no dia 16 de agosto, às 14:00 horas,  o padre Antonio Marques Moreira, participou da inauguração da nova sede social da Congregação Mariana, localizada na Rua José Bonifácio n. 19 - antiga Casa Paroquial que foi reformada para esse fim.   Proclamou o Hino “Te Deum”  e deu a benção ao novo prédio.  

Foi padre Antonio Marques que solicitou ao Bispo Diocesano a ereção canônica de uma Congregação Mariana para Menores, sob o titulo primário de Nossa Senhora das Dores e secundário de São Tarcísio.  O Bispo  atendeu o pedido e por Provisão de 12 de setembro de 1936,  foi erigida na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores de Bariri a Congregação Mariana de Menores de Nossa Senhora das Dores e São Tarcísio.  A Congregação Mariana (Menores) de Nossa Senhora das Dores e São Tarcísio de Bariri, foi agregada à Prima-primaria de Roma no ano de 1936.

Fato significativo ocorrido durante o pastoreio do padre Antonio Marques, foi a ordenação sacerdotal de D. Pedro Celestino Barros Moraes, O.S.B., primeiro filho de Bariri que chegou à dignidade do sacerdócio. Depois de receber a ordem do presbiterato, com permissão do superior, veio passar um mês com seus pais. Chegou aqui no dia 5 de janeiro de 1937 onde foi recebido festivamente e no dia seguinte – festa da Epifania do Senhor, celebrou uma missa solene. Na expressão do padre Antonio Marques, “a Igreja Matriz regorgitava de povo que cheio de alegria queria associar-se ao sacrifício do novo levita, filho de Bariri”.      

No começo desse mesmo ano começou a trabalhar como sacristão, o senhor José Rodrigues Freire, casado, natural e paroquiano de Bariri, membro da Congregação Mariana.

Ressalta-se também, que pela primeira vez, a Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri contou com um padre coadjutor. Foi nomeado por provisão de 18 de fevereiro de 1939, tomando posse no dia seguinte.  Mas sua permanência em Bariri durou muito pouco. No dia 7 de março, o padre Edmundo Cortez, que era um religioso, retornou para os “Missionários dos Filhos do Coração de Maria”,  Congregação da qual fazia parte.

Pensando nas futuras vocações sacerdotais, padre Antonio Marques mantinha na paróquia a “Colegiada dos Meninos Coroinhas da Matriz de Nossa Senhora das Dores de Bariri”.  Em junho de 1939 totalizavam 24 coroinhas. Destes certamente alguns foram chamados para o sacerdócio e outros seguiram a sua vocação, guardando certamente com alegria, esse tempo em que estiveram mais próximos do altar.  

Para os paroquianos de Bariri, o mês de setembro de 1939 foi importante. Depois das inaugurações do sino e do relógio, foi a vez da nova Sede Mariana, localizada na Rua Floriano Peixoto n. 18. Com a benção proferida pelo padre diretor da Congregação Mariana, ela foi inaugurada solenemente. Foi um evento festivo, marcado por discursos, tanto dos marianos como do padre Diretor.     

No dia  13 de junho de 1939 os baririenses fizeram uma grande festa ao padre Antonio Marques em comemoração ao 30o. aniversário de sua ordenação sacerdotal. Na ocasião, o Professor José de Morais Pacheco afirmou:  “Caridade, sois vós, no juízo da fé, na guarda dos costumes, no rigor das disciplinas; caridade, sois vós, na benevolência com os que erram, na beneficência com os que necessitam, no amor e perdão das injurias, no zelo extremo pela salvação das almas e, principalmente, por aquelas arredadas do verdadeiro redil. Assim como do coração do  Mestre Divino nasceram a caridade e o amor: caridade que tudo suaviza e vence, amor que tudo inflama e perdoa; assim também do vosso coração sacerdotal jorram a caridade e o amor tão necessários para o bem espiritual de vossas ovelhas” (Jornal A Tribuna de Bariry, edição de 25-6-1939, p.3).  

Em Outubro de 1941 por motivo de doença, o padre Antonio Marques deixou a Paróquia e retornando para sua casa em Portugal. Bariri ficou gravado no seu coração. Em 1o. de agosto de 1955, da Cova da Iria, local das aparições de Nossa Senhora de Fátima, escreveu uma carta dizendo: “Escrevo-vos da Cova da Iria, aonde vim benzer a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, destinada a Bariri. Benzi a vossa imagem, que tocou a imagem da pequenina Capela das Aparições; celebrei a Santa Missa por vossas intenções e pedi para vós as melhores graças que Deus sabe vos serem precisas.”                                     

Para substituir o padre Antonio Marques Moreira foi nomeado, conforme provisão de 6 de novembro de 1941, o padre Carlos Simões da Rocha, que tomou posse  como Vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, no dia 9 de novembro de 1941, às 10:00 horas.

De 09 de novembro de 1941 a 27 de julho de 1952 foi vigário paroquial o padre Carlos Simões da Rocha:  “... um sacerdote simples e bom, de muitíssima cultura. (...)  conviveu conosco, dirigindo-nos como Pastor religioso e participando de nossa vida cultural. Extremamente bondoso, era por todos estimado”. (Monografia do Centenário, 1985, p. 22).   Veio de São Paulo, mas já havia trabalhado na Diocese de São Carlos, tendo sido vigário de Tabatinga nos anos de  1923 e 1924.                                        

Com muito zelo, padre Carlos continuou o profícuo trabalho de seus antecessores. A vida paroquial era dinamizada pelos membros das associações, destacando as seguintes: Congregação Mariana, Sociedade São Vicente de Paulo, Apostolado da Oração,  Pia União das Filhas de Maria,  Obra das Vocações, e o Pio Transito de São José.                                        

De 27 de março a 07 de abril de 1946 foi realizada uma grande missão em Bariri, pregada pelos padres redentoristas André Batista, Isaac Loreira e Antonio Scureider. Em memória desta missão, levantou-se, no dia do encerramento, um cruzeiro em frente à Santa Casa de Misericórdia de Bariri, oferecido pela família Foloni.

Em maio de 1950, foi nomeado vigário cooperador de Bariri o padre José Bonifácio Carretta, sacerdote da diocese de Piracicaba. Além de coadjutor, padre Carreta assumiu, por concurso, a cadeira de professor de Ciências Naturais no Ginásio Estadual de Bariri.

No dia 27 de julho de 1952 o padre Carlos Simões da Rocha, por motivo de saúde, pediu exoneração das funções de vigário ecônomo e entregou a Paróquia ao padre José Bonifácio Carreta.

No dia 9 de novembro de 1952, às 9:00 horas,  tomou posse como Pároco, o padre Ludwig Zankl,  retornando o padre Carreta às funções de coadjutor do padre Vigário.

No dia 12 de novembro de 1955 chegaram em Bariri dois padres missionários , Frei Jerônimo do Souto e Frei Mateus do Souto, – Capuchinhos Portugueses, que vieram trazer a preciosa Imagem de Nossa Senhora de Fátima, cópia fiel do Santuário de Fátima, esculpida em Portugal por mão de artista, sob os cuidados do ex-Vigário de Bariri, Monsenhor Antonio Marques Moreira, benzida pelo mesmo na Capela das aparições na Cova da Iria, em Fátima e encostada na Imagem Milagrosa.

Depois do que os padres redentoristas denominaram de Pré-Missões, realizadas no mês de Maio, de 4 a 17  de julho de 1961 aconteceram as Santas Missões,  fato que não ocorria desde 1946.  No último dia, em procissão que saiu da Igreja Matriz e dirigiu-se até o alto da Vila Bela Vista, foi conduzido e fixado o Cruzeiro das Santas Missões que lá permanece até os dias de hoje como sinal daquele grande evento.

De 20 de junho a 18 de Dezembro de 1960 esteve visitando sua terra Natal e outros países europeus.  Nesse tempo a Paróquia ficou a cargo do vigário substituto, padre José Bonifácio Carretta.  De 4 de julho a 17 de dezembro de 1964,  período em que o Padre Ludwig visitou seus familiares na Alemanha, assumiu o cargo de vigário substituto o padre Ilson Frossard, vindo de Piracicaba.

Por motivos de saúde e para ter mais facilidade para viajar para sua cidade natal de São Pedro, padre José Bonifácio Carretta que era professor de Ciências Naturais no Ginásio de Bariri e auxiliar do Vigário da paróquia, em 2 de março de 1965, transferiu-se para Araraquara, onde havia escolhido cadeira de sua especialidade no Ginásio do Carmo e passando a desempenhar as funções de auxiliar do pároco de São Bento.

No dia 12 de fevereiro de 1966 chegou o novo coadjutor da paróquia, padre Mario Chizzotti Filho. Padre Marinho, como era conhecido, permaneceu nessas funções até o dia 7 de maio de 1967, quando assumiu o cargo de Vigário da Paróquia de São João Batista de Bocaina.

Padre Ludwig,  “À frente de nossa Paróquia, foi de grande operosidade, pois era um trabalhador incansável. Seu grande sonho era a construção de uma grande Igreja, que substituísse nossa antiga Matriz, para ele pequena para o movimento da Paróquia. De 1961 até sua partida para a Alemanha, trabalhou incansavelmente nesse sentido, e nossa suntuosa Matriz hoje, é bem a herança que nos legou esse extraordinário sacerdote, que, apesar da idade e já doente, jamais descuidou das suas atividades pastorais”. (Monografia do Centenário, 1985, p.  24).

Padre Ludwig deixou a Paróquia no dia 30 de abril de 1967, retornando para a Alemanha, sua terra Natal.

Vindo da Paróquia  de São João Batista de Bocaina, no dia 7 de maio de 1967, tomou posse como novo Vigário Paroquial, um sacerdote baririense, padre Ovídio Jaime Ticianelli.  E no mesmo mês de maio, no dia 21, chegava o Padre Maximino Antonio Boschi, na qualidade de coadjutor da Paróquia.

Foi durante seu pastoreio que a construção da Igreja Matriz tomou grande impulso.  Padre Ovídio assumiu a presidência da Comissão de Construção, dinamizando seus trabalhos de tal maneira que no Natal de 1968 a comunidade celebrou a primeira missa na Igreja nova – era a chamada “Missa do Galo”.

Em termos pastorais ficou evidenciado a influência exercida pelo Concílio Vaticano II. Iniciou-se uma pastoral com a juventude por meio do T.L.C. (Treinamento de Liderança Cristã) e um trabalho com os adultos através dos Cursilhos de Cristandade. Como iniciativa de movimentação popular, na celebração da  festa de Corpus Christi de 1967, o povo, pela primeira vez,  enfeitou artisticamente as ruas da cidade.

Partindo também de um pressuposto de que toda atividade é voltada para  a formação e ação, organizou-se entre 14 e 19 de  Julho de 1969 a primeira “Operação Sapé”, que tinha como lema “Mais vale acender uma vela do que maldizer a escuridão”. Foi uma iniciativa da Paróquia e contou com a participação da juventude baririense. Durante uma semana desenvolveu-se um atendimento social intensivo para todos os moradores da Fazenda Jamaica, localizada no município de Bariri.  Uma equipe de trinta pessoas formada por médicos, dentistas, agrônomo, assistentes sociais, universitários de medicina, odontologia, serviço social, filosofia e professores secundaristas, acompanhados por quatro peruas dentárias, ambulância, além de consultório médico e farmácia instalados na própria fazenda, realizaram todo tipo de atendimento.   Esse trabalho contou também com a colaboração do Consórcio de Promoção Social da Região de Jahu, que era presidido pelo padre Ovídio.

Depois de três anos de trabalho em conjunto, no dia 03 de março de 1970 o padre Maximino deixou de ser coadjutor em Bariri para assumir as funções de vigário das  Paróquias de Santa Eudóxia e Água Vermelha, sendo substituído, por um curto espaço de tempo, pelo vigário paroquial de Itaju, padre Cláudio Borelli.  No dia 02 de julho de 1972, padre Ovídio solicitou afastamento do seu cargo e no dia 6 de agosto de 1972, tomou posse o novo vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, padre Luiz Cechinato.

Padre Luiz,  nos seus nove anos de atividades, dinamizou a vida religiosa da comunidade.  Foi durante o seu pastoreio que aconteceu o primeiro sínodo paroquial de Bariri, realizado nos dias 7 e 8 de dezembro de 1974.  Dividiu todos os trabalhos em três áreas de serviço: Pastoral, Assistência Social e Administração.  Organizou também os Conselhos  Paroquial de Pastoral e de Administração.

No dia 7 de julho de 1975 chegou em Bariri o padre Francisco Walter de Azevedo, vindo da cidade de Rolândia-PR,.  Por provisão de 11 de julho, foi nomeado vigário cooperador de Bariri e de Itaju.    No dia 21 de outubro do mesmo ano o “Padre Chico”, como aqui era conhecido, a pedido do seu Bispo, voltou  para  Rolândia, cidade de onde veio.

Atendendo às necessidades espirituais das Paróquias de Nossa Senhora das Dores de Bariri e de São Sebastião de Itaju, Dom Constantino Amstalden nomeou como vigário cooperador das duas paróquias, o padre João Francisco Trovilho Morales, que tomou posse no dia 4 de fevereiro de 1978. Permaneceu nessas funções até o mês de janeiro de 1979 quando foi transferido para Matão.

No dia 13 de janeiro de 1980 tomou posse como vigário cooperador de Bariri e Itaju, o padre Ademir Antonio Miqueletti até janeiro de 1981 quando foi transferido para Ribeirão Bonito. No dia 11 de janeiro de 1981 toma posse como vigário cooperador o padre Braulino Giglilli Júnior.

Durante o período em que o Padre Luiz Cechinato foi pároco de Bariri, além de todo trabalho pastoral, terminou também a construção da Igreja Matriz.  Foi responsável ainda pela construção da torre do Templo, onde fez retornar o antigo sino e o relógio, com o mostrador reformulado, uma herança do padre Antonio Marques Moreira. Jornalista, fundou em novembro de 1973 o jornal  “Candeia”,  que continua circulando até os dias de hoje. Além de jornalista, é também escritor, autor de várias obras, todas relacionadas às suas atividades pastorais. Permaneceu como vigário paroquial até o dia 21 de junho de 1981 quando foi transferido para a Paróquia da Catedral em São Carlos.

Nomeado no dia 3 de julho de 1981, tomou posse como novo pároco de Bariri no dia 12 de julho, vindo da paróquia Nossa Senhora Aparecida, da cidade de Araraquara, o padre Humberto Lauand, continuando como vigário cooperador o padre Braulino.

No dia 30 de janeiro de 1982 padre Braulino despediu-se da paróquia, uma vez que fora transferido para a região de Araraquara, com o co-pároco de Rincão, Santa Lúcia e Américo Brasiliense.

Em 12  fevereiro do mesmo ano iniciou seus trabalhos de Pároco de Itaju e  vigário cooperador de Bariri o padre José Alfeu Pereira, recebendo, contudo, sua posse canônica no dia 7 de março de 1982.  Permaneceu nessas funções até o mês de janeiro de 1983 quando foi transferido pára Boa Esperança do Sul, onde assumiu a missão de pároco.

O mês de Maria – Maio de 1982 foi marcante porque no dia 9, dia das mães, a Paróquia recebeu a visita de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, procedente de Aparecida, conduzida pelo venerando padre Vitor Coelho de Almeida.        

Padre Humberto realizou muitos trabalhos em favor da Paróquia. Tudo era feito com muito zelo e dedicação. Sempre demonstrou interesse pelos pobres e um grande esforço para manter ativas as associações e movimentos paroquiais.  A Festa da Padroeira  ganhou novo significado. Em setembro de 1984, depois de muitos anos, além da dimensão religiosa, contou também com a parte social, através de uma quermesse, que tinha como objetivo melhorar o  entrosamento entre os grupos da Paróquia.

Padre Humberto foi também o padre do Centenário da Paróquia. Criada em 16 de dezembro de 1885 por ato de Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo da Diocese de São Paulo, em 16 de dezembro de 1985 celebrou o seu primeiro Centenário. Vários eventos marcaram esse acontecimento.  O ponto culminante foi a Missa festiva, celebrada por Dom Constantino Amstaldem, administrador apostólico da Diocese de São Carlos. Após a celebração, foi descerrada a placa comemorativa, afixada no interior da Igreja Matriz, na entrada, à direita de quem adentra ao templo, na parte lateral, onde ficará como marco histórico, para recordar perpetuamente o Centenário.

No dia 1o. de fevereiro de 1986 tomou posse como vigário paroquial, o padre Batista Donizetti Costa que permaneceu em Bariri até dezembro de 1986.

Depois de cinco anos e alguns meses, em dezembro de 1986, padre Humberto Lauand deixou a Paróquia de Bariri, transferindo-se para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Araraquara.

No dia 26 de janeiro de 1987, por provisão do Bispo Diocesano, Dom Constantino Amstalden, assumiram, como vigários paroquiais, padre Ademir Antonio Miqueletti e padre João Francisco Trovilho Morales. Padre Ademir vinha da Paróquia de Ribeirão Bonito e o padre Morales de Ibaté.  Os dois já haviam trabalhado em Bariri. Tratou-se de uma nova experiência de trabalho, pois ambos seriam vigários de uma mesma Paróquia.

Dentre vários destaques das atividades do padre Ademir destaca-se a organização e articulação da comunidade da Nova Bariri, onde conseqüentemente foi construída a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, com o trabalho voluntário e de muito esforço dos leigos e leigas da comunidade, além do auxílio obtido da Organização Advenit, organismo que ajuda a Igreja na América Latina e na África. Padre Ademir permaneceu em Bariri até dezembro de 1992.  Em janeiro de 1993 foi transferido para Campinas, assumindo a Casa de Formação São Carlos Borromeu, do Seminário de Teologia.

Quanto ao padre Morales, merece referência sua constante preocupação para com os pobres. Com auxílio da Prefeitura Municipal que doou terrenos e estruturas, construiu trinta e duas (32) casas num processo de mutirão, utilizando a mão de obra da comunidade e das famílias que foram assentadas nas próprias casas. Permaneceu em Bariri até 1994. No mês de Janeiro desse ano foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú, na qualidade de co-pároco.

Com a transferência do padre Ademir  foi nomeado em seu lugar o padre Luiz Gonzaga Fechio, que tomou posse no dia 21 de fevereiro de 1993, vindo da Paróquia de Santo Antonio na Vila Prado de São Carlos. Passa a ser co-pároco, junto com o padre Morales e assistem as Paróquias de Bariri e Itaju. Um ano depois, com a saída do padre Morales, chega para substituí-lo o padre Deusdet Aparecido Zanfolin, que tomou posse no dia 5 de fevereiro de 1994, na qualidade de pároco, responsável pela administração da paróquia junto com Pe. Luiz Gonzaga Fechio (co-pároco).

Nesse tempo, destaca-se a inauguração da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, construída na comunidade Nova Bariri. Essa Igreja teve todo seu projeto e trabalho como responsabilidade do padre Ademir Antonio Miqueletti, porém sua conclusão aconteceu na administração dos padres Deusdet e Luiz Gonzaga.  No dia 27 de agosto de 1994, em celebração presidida por Dom Constantino Amstaldem, com a  participação de aproximadamente 2.000 pessoas, foi abençoada a Igreja e  consagrado o seu altar.

No dia 9 de maio de 1995, padre Deusdet foi transferido para a Paróquia do Divino Espírito Santo, na cidade de Dois Córregos.  No período em que o padre Luiz Gonzaga permaneceu sozinho na paróquia, assistindo Bariri e Itaju, foi auxiliado pelos padres Milton, Francisco Zugliani e Ismael – todos da cidade de Jaú, que faziam um revezamento, atendendo aos horários de missas. Em julho de 1995, cônego Henrique assume a Paróquia de São Sebastião de Itaju, assistindo também a comunidade de Nossa Senhora do Livramento de Bariri e no dia 12 de agosto desse mesmo ano chegou o diácono José Roberto Bettoni, na qualidade de auxiliar nas atividades pastorais da paróquia. Permaneceu pouco tempo. Com sua ordenação sacerdotal foi transferido, assistindo outra paróquia na Diocese.

Em dezembro de 1995, chegou à Paróquia o padre Paulo Fernando Massolini, agostiniano, para fazer uma experiência fora de sua Congregação.  Um de seus trabalhos foi a organização do debate político com os candidatos ao executivo baririense, realizado no dia 7 de agosto de 1996, no recinto da Câmara Municipal de Bariri. Permaneceu pouco tempo na Paróquia, retornando para sua Congregação.

No dia 16 de janeiro de 1997, chega à Bariri o Diácono Marcelo Aparecido de Souza.  Ordenado sacerdote no dia 29 de agosto de 1997,  é nomeado pároco em 28 de janeiro de 1998 em virtude da transferência do padre Luiz Gonzaga  para a Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio de Jaú e Seminário Propedêutico da mesma cidade, ocorrida em dezembro de 1997. No mês de março de 1998, é nomeado colaborador na paróquia o Diácono José Edmilson Santos.

Na festa da padroeira de 1998, padre Marcelo inaugura a capela do Santíssimo na Igreja Matriz. O Santíssimo, que estava instalado no centro do altar-mor,  passa a ter,  na lateral direita de quem entre na Igreja, um lugar próprio e condigno. Também nesta mesma festa, padre Marcelo recuperou a imagem histórica de Nossa Senhora das Dores, a primeira imagem da Paróquia, que estava na guarda da Família Trovarelli e entronizou-a novamente na Igreja Matriz. A imagem  volta, portanto,  a ser patrimônio histórico da comunidade católica baririense.

Por decisão de Dom Joviano,  Bispo Diocesano,  em 12 de agosto de 1999 é instalada a quase paróquia de Santa Luzia e no dia 10 de novembro o padre José Edmilson Santos é nomeado administrador paroquial da mesma.  Nesse mesmo mês, com a benção de Dom  Joviano, é inaugurado o Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora das Dores, instalado na antiga Casa Paroquial.

Como marco inicial das comemorações do grande jubileu do ano 2000, em dezembro de 1999 é instalada, na praça da Igreja Matriz, a Cruz do Amor.

No dia 27 de dezembro de 2000 é ordenado o Diácono Permanente Jamil Donizete Stefanutto e logo a seguir, no dia 2 de janeiro de 2001, é nomeado como auxiliar nas atividades pastorais da paróquia, em comunhão com o pároco.

Em 1º. de maio de 2002 é instalada a Paróquia de Santa Luzia.

Em abril de 2004 iniciou atividades na Paróquia Nossa Senhora das Dores o padre Ismael Fraga, nomeado vigário paroquial e em maio chegou também, como vigário paroquial,  padre Heitor Sapattini. No mesmo mês de maio, no dia 30 ocorreu a ordenação do Diácono Permanente Augusto Ferrari Neto, nomeado cooperador de pastoral da paróquia.

Para a Festa da Padroeira de 2004 foi feita a pintura da Igreja Matriz, por uma empresa do Estado do Paraná, especializada neste trabalho. Nessa ocasião, foi confeccionado o painel frontal da Igreja – Fuga para o Egito – auxiliado pela artista plástica Fabiana Naxara Poli, sendo pintor João Márcio Moreira.

1. Cf. Livro do Tombo da Paróquia Nossa Senhora das Dores, iniciado em 1902.
2. Cf. Livro do Tombo da Paróquia Nossa Senhora das Dores, iniciado em 1902.
3. Cf. Livro do Tombo da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri, n. 2, página 53.
4. Cf. Livro do Tombo da Paróquia Nossa Senhora das Dores, n. 2, página 105.

 
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